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terça-feira, 19 de março de 2013

Conteúdo para os 1º e 2º anos da escola Deuzuíta




O QUE É UM SEMINÁRIO

O seminário é um instrumento pedagógico que tem como objetivo permitir a um ou mais estudantes explicarem ou informarem a um determinado público sobre um assunto estudado e investigado em conjunto.
Para que o público de um seminário tire proveito das informações transmitidas, faz-se necessário que os expositores utilizem com eficácia a linguagem oral [a fala], assim como todos os demais recursos materiais disponíveis. Por isso, é fundamental que o trabalho seja planejado e organizado. NÃO SE PODE PERDER DE VISTA QUE O OBJETIVO PRINCIPAL DO SEMINÁRIO É TRANSMITIR, COM EFICÁCIA, AS INFORMAÇÕES ESTUDADAS!
Vale lembrar que um seminário realizado de modo organizado e estruturado não só contribui para a aprendizagem do público ouvinte, mas também daqueles que o estarão apresentando, tendo em vista que deverão pesquisar o tema a ser apresentado nas mais diversas fontes de informação, assim como devem elaborar um esquema para orientar a fala e saber utilizar os recursos materiais que se propuseram para tal apresentação.

OBJETIVOS DE UM SEMINÁRIO

Dentre os objetivos principais podemos citar:
·        Aprender a realizar uma pesquisa em diversas fontes;
·        Aprender a transmitir com eficácia as informações pesquisadas;
·        Desenvolver a capacidade de leitura crítica sobre os materiais lidos;
·        Aprender a organizar ideias de modo lógico e sintético em forma de texto escrito;
·        Aprender a elaborar um esquema organizador da fala durante a apresentação;
·        Aprender a utilizar os diversos recursos tecnológicos disponíveis para tais apresentações.

QUE RECURSOS PODEM SER UTILIZADOS EM UM SEMINÁRIO

§  Cartazes, confeccionados com cartolinas ou outros materiais;
§  Quadro e pincéis;
§  Transparências;
§  Sínteses/resumos e fotocópias (xerox) para o público;
§  TV/Aparelho de DVD;
§  Projetor Multimídia/Notebook/PC/Power Point entre outros.

ETAPAS DE UM SEMINÁRIO

O seminário deve ser preparado em GRUPO. Isto é muito importante porque todos os alunos devem ter domínio dos conteúdos a serem apresentados, e isso somente será possível se todos os alunos participarem de todas as etapas que envolvem a preparação do Seminário. TODOS DEVEM PARTICIPAR DE TODAS AS ETAPAS!
1ª Etapa: pesquisar livros, revistas, jornais, textos e artigos de internet etc., que falam sobre tema a ser pesquisado;
2ª Etapa: após a pesquisa sobre os materiais que falam sobre o tema, é necessário ler o material e discutir em conjunto as questões mais importantes que eles abordam sobre o tema;
3ª Etapa: elaborar um texto EM GRUPO sobre o assunto estudado nas fontes de pesquisa, ou seja, todos do grupo, juntos, devem participar da elaboração desse texto. Isso garantirá que todos do grupo terão uma visão total do assunto e dará mais segurança na hora da apresentação;
4ª Etapa: após a elaboração do texto em conjunto, selecionar o que é mais importante a ser apresentado no Seminário, e aí sim, estabelecer quem fica com o quê, ou seja, divide-se a apresentação em partes;
5ª Etapa: Se o grupo fizer opção por apresentar o Seminário com o uso de Projetor/Slides, deve-se ter em mente que os slides servem apenas como recurso para a apresentação, não se deve encher os slides de textos que serão lidos durante a apresentação, eles devem conter no máximo pequenas citações que ajudarão os palestrantes a explicar melhor o tema. Outra observação importante é quanto à letra utilizada e seu tamanho, procure sempre usar ARIAL, VERDANA OU TAHOMA no tamanho 20, usando sempre títulos ou subtítulos. SABER usar o projetor de slides e verificar sempre se o material está no pendrive, no cartão de memória etc. Uma dica: procure enviar o arquivo da apresentação para o seu e-mail e o de outros colegas, assim na hora da apresentação você pode baixar para o computador!

A HORA DE APRESENTAR O SEMINÁRIO

A apresentação de um seminário é algo muito importante, tendo em vista que o grupo tem a responsabilidade de repassar ao público presente o conteúdo que estudou e pesquisou.
Na hora da apresentação é importante:
·                     Organizar a sala de modo a facilitar o trabalho do grupo;
·                     Garantir que todos possam ver e ouvir a apresentação sem problemas;
·                     Todos devem estar atentos ao que está sendo apresentado pelos membros do grupo (inclusive os próprios membros do grupo);
·                     Dividir antecipadamente o que cada um deverá fazer durante a apresentação;
·                     Saber como se posicionar diante do público;
·                     Olhar para o público durante a sua fala;
·                     Usar um tom de voz adequado para que todos ouçam;
·                     Não ficar de costas ou de conversas paralelas;
·                     Não passar em frente ao projetor ou algo do tipo;
·                     Evitar termos ou gírias como “né”, “assim”, “tipo assim” ou similares.

O SEMINÁRIO DEVE INICIAR-SE COM O GRUPO APRESENTANDO O TEMA QUE VAI ABORDAR. POR EXEMPLO: “O TEMA DE NOSSA APRESENTAÇÃO É...” OU “NÓS ABORDAREMOS NESSA APRESENTAÇÃO...”

EM SEGUIDA É IMPORTANTE DIZER AO PÚBLICO O QUE ELE VAI APRENDER COM ESSE TEMA: POR EXEMPLO: “AO FINAL DESSE SEMINÁRIO VOCÊS SABERÃO O QUE É... OU COMO FUNCIONA...”

DURANTE A APRESENTAÇÃO DEVE-SE SEGUIR UMA SEQUÊNCIA LÓGICA DE CONTEÚDOS. OU SEJA, A APRESENTAÇÃO DEVE CONTER INÍCIO, MEIO E FIM.

AO FINAL DA APRESENTAÇÃO O GRUPO DEVE CONCLUIR O TEMA. POR EXEMPLO: “EM RESUMO...”, “CONCLUÍMOS...”

É SEMPRE IMPORTANTE MENCIONAR AS FONTES DE PESQUISA EM QUE SE BASEIOU SUA APRESENTAÇÃO.

Adaptado da Profa. Dra. Marta Valentim (Unesp)

domingo, 3 de março de 2013

Texto 01 - 2013 - Alunos dos Terceiros Anos - Escola Deuzuíta


Introdução ao Estudo da Filosofia da Ciência

    A palavra ciência vem do latim scientia” que é traduzido por “conhecimento”. Poderíamos afirmar que a ciência teve origem na Grécia com a investigação dos primeiros filósofos da natureza chamados de Pré-Socráticos.  A ciência é o esforço para descobrir e aumentar o conhecimento humano de como a realidade funciona. Refere-se tanto a:

    Investigação racional ou estudo da natureza, direcionado à descoberta da verdade.
    Ou o corpo organizado de conhecimentos adquiridos por estudos e pesquisas.

Investigação Racional: Direciona-se à descoberta da verdade. Tal investigação é normalmente metódica, ou de acordo com o método científico – um processo de avaliar o conhecimento empírico.

Diferenças da Atitude Científica Frente ao Senso Comum

Na filosofia, o senso comum (ou conhecimento vulgar) é a primeira suposta compreensão do mundo resultante da herança fecunda de um grupo social e das experiências actuais que continuam sendo efetuadas. O senso comum descreve as crenças e proposições que aparecem como normal, sem depender de uma investigação detalhada para alcançar verdades mais profundas como as científicas. São características do senso comum:
 - Opiniões diferentes;
 - Ausência de critérios p/ avaliação;
   - Generalizam opiniões;
          - Baseiam-se na fé;
 - Não questionam nem duvidam;
 - Não se admiram com nada no mundo

Já a atitude científica pode ser retratada como a atitude daquele que busca o conhecimento de forma metódica e sistemática, ou seja, baseado em argumentos racionais que por meio de experiências empíricas atestam a verdade sobre algo no mundo. São características da atitude científica:
- Separam elementos objetivos dos subjetivos;
   - Elaboram teorias racionais;
   - Demonstram as teorias com experimentos práticos;
   - Não consideram os conhecimentos definitivos, mas abertos a mudanças;
   - São metódicos e rigorosos;

Três Concepções de Ciência

Historicamente a ciência se desenvolveu graças a aplicação do conhecimento racional sobre experimentos controlados. A partir disso temos 3 concepções de ciência:
  - RACIONALISTA;
  - EMPIRISTA;
  - CONSTRUTIVISTA;
A concepção racionalista que vai dos gregos antigos até o séc. XVII afirma que a ciência é um conhecimento racional dedutivo e demonstrativo, que através de uma sistematização de enunciados e demonstrações provam as relações de causalidade do objeto estudado.
A concepção empirista vai de Aristóteles séc. III a.C até final do séc. XIX, afirma que a ciência é uma interpretação de fatos baseada na observação de experimentos controlados, onde se retiram conclusões sobre as propriedades e leis de funcionamento do objeto estudado.
A concepção construtivista iniciou-se em nosso século, considera a ciência construção de modelos explicativos para a realidade e não uma representação da própria realidade. Esta concepção faz uma fusão das duas anteriores, porém o cientista não considera suas descobertas definitivas, mas apenas modelos de realidades que modem ser alterados com o tempo.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Texto 01 - 2013 Para Alunos dos Segundos Anos - Escola Deuzuíta



Leitura e análise de texto

ÉTICA

            O termo ética deriva do grego ethos (caráter, modo de ser de uma pessoa). Ética é um conjunto de valores morais e princípios que norteiam a conduta humana na sociedade. A ética serve para que haja um equilíbrio e bom funcionamento social, possibilitando que ninguém saia prejudicado. Neste sentido, a ética, embora não possa ser confundida com as leis, está relacionada com o sentimento de justiça social.
A ética é construída por uma sociedade com base nos valores históricos e culturais. Do ponto de vista da Filosofia, a Ética é uma ciência que estuda os valores e princípios morais de uma sociedade e seus grupos. 
Cada sociedade e cada grupo possuem seus próprios códigos de ética. Num país, por exemplo, sacrificar animais para pesquisa científica pode ser ético. Em outro país, esta atitude pode desrespeitar os princípios éticos estabelecidos. Aproveitando o exemplo, a ética na área de pesquisas biológicas é denominada bioética.
Além dos princípios gerais que norteiam o bom funcionamento social, existe também a ética de determinados grupos ou locais específicos. Neste sentido, podemos citar: ética médica, ética de trabalho, ética empresarial, ética educacional, ética nos esportes, ética jornalística, ética na política, etc.
Uma pessoa que não segue a ética da sociedade a qual pertence é chamado de antiético, assim como o ato praticado.


          Ser Ético nada mais é do que agir direito,  proceder bem, sem prejudicar os outros. É ser altruísta, é estar tranqüilo  com a consciência pessoal. "É cumprir com os valores da sociedade em que vive, ou seja, onde mora, trabalha, estuda, etc."

          Ética é tudo que envolve integridade, é ser honesto em qualquer situação, é ter coragem para assumir seus erros e decisões, ser tolerante e flexível, é ser humilde.

          Todo ser ético reflete sobre suas ações, pensa se fez o bem ou o mal para o seu próximo. É ter a consciência "limpa".

VALORES MORAIS

Os valores morais são juízos sobre as ações humanas que se baseiam em definições do que é bom/mau ou do que é o bem/o mal. Eles são imprescindíveis para que possamos guiar nossa compreensão do mundo e de nós mesmos e servem de parâmetros pelos quais fazemos escolhas e orientamos nossas ações.
Eles estão presentes nos nossos pensamentos, nas coisas que dizemos e escrevemos e, claro, nas nossas ações. Apesar dessa presença em toda a nossa vida, as ocasiões mais propícias para investigarmos sua importância para a compreensão e direcionamento das ações são aquelas em que somos chamados a fazer escolhas importantes. Nesses momentos, sabemos que não podemos agir em função da primeira coisa que passar pela cabeça; precisamos pensar bem, avaliar o que realmente queremos, quais as conseqüências se fizermos isso ou aquilo, o que perdemos e o que ganhamos.
            Assim, a reflexão sobre os valores morais serve para aprendermos a lidar melhor com a nossa capacidade de escolher e com o uso dessa particularidade humana, que é a liberdade. Ao definirmos o que é bom ou mau, estamos projetando um modo de viver humanamente, em sociedade. Por essa razão, a reflexão sobre liberdade e responsabilidade não pode deixar de ser feita tendo em vista as relações humanas.
  
Vamos filosofar!

1 – Defina o que é ética?
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2 - O que é ser ético?
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3 - Por que é tão difícil ser ético?
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4 – O que são valores morais?
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5 – Quais os valores cultivados em nossa sociedade?
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6 – Quais são os seus valores morais?
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7 – Por que a ética é essencial para que haja equilíbrio em uma sociedade?
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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Feliz Ano-Novo


Por que desejar Feliz Ano-Novo se há tanta infelicidade a nossa volta? Será feliz o próximo ano para afegãos e palestinos, e os soldados usamericanos sob ordens de um governo imperialista que qualifica de “justas” suas guerras de ocupações genocidas?

Serão felizes as crianças africanas reduzidas a esqueletos de olhos perplexos pela tortura da fome? Seremos todos felizes conscientes dos fracassos de Copenhague, que salvam a lucratividade e comprometem a sustentabilidade?

O que é felicidade? Aristóteles assinalou: é o bem maior a que todos almejamos. E meu confrade Tomás de Aquino alertou: mesmo ao praticarmos o mal. De Hitler a madre Teresa de Calcutá, todos buscam, em tudo que fazem, a própria felicidade.

A diferença reside na equação egoísmo/altruísmo. Hitler pensava em suas hediondas ambições de poder. Madre Teresa, na felicidade daqueles que Frantz Fanon denominou “condenados da Terra”.

A felicidade, o bem mais ambicionado, não figura nas ofertas do mercado. Não se pode comprá-la, há que conquistá-la. A publicidade empenha-se em nos convencer de que ela resulta da soma dos prazeres. Para Roland Barthes, o prazer é “a grande aventura do desejo”.

Estimulado pela propaganda, nosso desejo exila-se nos objetos de consumo. Vestir esta grife, possuir aquele carro, morar neste condomínio de luxo – reza a publicidade – nos fará felizes.

Desejar Feliz Ano-Novo é esperar que o outro seja feliz. E desejar que também faça os outros felizes? O pecuarista que não banca assistência médico-hospitalar para seus peões e gasta fortunas com veterinários de seu rebanho espera que o próximo tenha também um Feliz Ano-Novo?

Na contramão do consumismo, Jung dava razão a São João da Cruz: o desejo busca sim a felicidade, “a vida em plenitude” manifestada por Jesus, mas ela não se encontra nos bens finitos ofertados pelo mercado. Como enfatizava o professor Milton Santos, acha-se nos bens infinitos.

A arte da verdadeira felicidade consiste em canalizar o desejo para dentro de si e, a partir da subjetividade impregnada de valores, imprimir sentido à existência. Assim, consegue-se ser feliz mesmo quando há sofrimento.

Trata-se de uma aventura espiritual. Ser capaz de garimpar as várias camadas que encobrem o nosso ego.

Porém, ao mergulhar nas obscuras sendas da vida interior, guiados pela fé e/ou pela meditação, tropeçamos nas próprias emoções, em especial naquelas que traem a nossa razão: somos ofensivos com quem amamos; rudes com quem nos trata com delicadeza; egoístas com quem é generoso; prepotentes com quem nos acolhe em solícita gratuidade.

Se logramos mergulhar mais fundo, além da razão egótica e dos sentimentos possessivos, então nos aproximamos da fonte da felicidade escondida atrás do ego. Ao percorrer as veredas abissais que nos conduzem a ela, os momentos de alegria se consubstanciam em estado de espírito. Como no amor.

Feliz Ano-Novo é, portanto, um voto de emulação espiritual. Claro, muitas outras conquistas podem nos dar prazer e alegre sensação de vitória. Mas não são o suficiente para nos fazer felizes. Melhor seria um mundo sem miséria, desigualdade, degradação ambiental, políticos corruptos!

Essa infeliz realidade que nos circunda, e da qual somos responsáveis por opção ou omissão, constitui um gritante apelo para nos engajarmos na busca de “outros mundos possíveis”. Contudo, ainda não será o Feliz Ano-Novo.

O ano será novo se, em nós e à nossa volta, superarmos o velho. E velho é tudo aquilo que já não contribui para tornar a felicidade um direito de todos. À luz de um novo marco civilizatório há que superar o modelo desenvolvimentista-consumista e introduzir, no lugar do PIB, a FIB (Felicidade Interna Bruta), fundada na economia solidária e sustentável.

Se o novo se faz advento em nossa vida espiritual, então com certeza teremos, sem milagres ou mágicas, um Feliz Ano-Novo, ainda que o mundo prossiga conflitivo; a crueldade travestida de doces princípios; e o ódio disfarçado de discurso amoroso.

A diferença é que estaremos conscientes de que, para se ter um Feliz Ano-Novo, é preciso abraçar um processo ressurrecional: engravidar-se de si mesmo, virar-se pelo avesso e deixar o pessimismo para dias melhores.


Frei Betto 

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Terceiros Anos - Noturno recuperação

E.E.E.M Professora Deuzuíta
Filosofar é Pensar a Realidade, em vista da sua transformação!

 
Disciplina: Filosofia
Professor: Sérgio Ricardo

a) Leia  o texto todo e procure entendê-lo antes de responder qualquer pergunta.
 b) Se alguma frase ou idéia não ficou clara, releia  o texto.
 c) Só então procure responder ou refletir em cima do texto.

 

Vale tudo por dinheiro


De tanto noticiarem crimes hediondos de latrocínio e seqüestros, nossos jornais parecem estar escritos com o sangue das vítimas e dão a impressão de que voltamos à mais absurda barbárie, se é que alguma vez estivemos livres dela. São assassinatos, latrocínios, seqüestros e tantos outros, diante dos quais a polícia se sente impotente, quando ela mesma não é conivente e até participante. E os protagonistas de tanta criminalidade pertencem a todas as classes sociais, econômicas e culturais. Fazem parte de todas as profissões e não conhecem limite de idade. Trata-se de uma verdadeira "globalização" do crime.
As prisões para tantos malfeitores não só são insuficientes, mas se tornaram verdadeiras universidades do crime, onde os criminosos mutuamente trocam suas experiências e aperfeiçoam seus métodos. Todo mundo está preocupado com a situação e busca, em vão, o remédio para combatê-la. Uns propõem ações punitivas mais duras, outros, com melhor aparelhamento e eficiência dos encarregados da segurança. Há os que buscam as causas na situação sócio-econômica e nos problemas de ordem psíquica.
Tudo Isso pode ajudar a minorar os efeitos, mas não combatem a causa. E são muitas vezes uma maneira de absolver a própria sociedade da sua parte de responsabilidade na situação.
Tais criminosos são detestáveis e suas ações hediondas. No entanto, temos que confessar que eles agem dentro de uma lógica - diabólica, sim mas real. Erram, mas erram de acordo com um princípio que a maioria admite, contanto que não lhes traga problemas. Refiro-me à norma de pensar e agir que grande parte admite - consciente ou inconscientemente - e que deu o nome a um quadro de televisão: "Vale tudo por dinheiro".
Adotado esse princípio, tudo é válido, desde que proporcione dinheiro e vale tanto mais, quanto mais dinheiro se conseguir. Nesse sentido se compreende a lógica do assaltante de banco, do seqüestrador, do ladrão, das "máfias" do orçamento, das vendas de carteiras de motorista, das propinas, dos assassinatos por encomenda e de tudo o mais.
As conseqüências vão muito além desses crimes que chocam pela sua barbaridade. Por causa dele, tudo - mas tudo mesmo - se vende por dinheiro. Desde o voto e a consciência na atividade legislativa e judiciária, a privilégios na área do executivo. Diante dele, todos os verdadeiros valores humanos não relativizados: Verdade, consciência, amor. e a própria dignidade pessoal, que não se mede mais pelo que se é, mas pelo que se tem ou pretende ter.
Só há um meio verdadeiramente eficiente de debelar toda essa onda de decadência moral que está na raiz de tanta criminalidade. É a própria sociedade, em todos os níveis - dirigentes e povo - tomar consciência de sua própria responsabilidade e fazer um esforço coletivo, constante e intenso na formação da consciência de crianças e jovens sobre os verdadeiros valores humanos e cristãos que devem orientar a vida particular, familiar, profissional e pública.
Mas isso não se faz apenas com belos conselhos. A atuação dos adultos é decisiva no desenvolvimento dos critérios que nortearão a vida das futuras gerações. É no modo de agir de seus pais, professores e líderes que os jovens de hoje aprenderão a ser os homens e mulheres de amanhã. Se aqueles continuarem a ensinar, pelo seu modo de ser e de agir, que o dinheiro é o supremo valor, não haverá medidas preventivas ou curativas que impeçam o agravamento da situação.
Lamentemos o quadro pintado de sangue que os jornais nos apresentam. Punamos os criminosos. Procuremos reforçar os diques que asseguram o bem estar da sociedade. Mas sejamos lógicos e sinceros: Reconheçamos a nossa parte de responsabilidade. A sociedade deu aos criminosos um princípio. Eles - sem os inocentar - apenas tiraram as conseqüências desse princípio que muitos - consciente ou inconscientemente - lhes ensinamos: "Vale tudo por dinheiro".
Questões:
1 – Em sua opinião, lendo esse texto, o que corresponde a verdade dos fatos apresentados? Justifique.
2 – O texto fala da decadência moral que está na raiz da criminalidade. Localize uma passagem que justifique essa decadência e explique-a a luz da sua realidade social.
3 - Você concorda com os argumentos expostos no presente texto? Justifique sua resposta.
4 - O que o texto critica? E qual a principal razão que o texto se vale para fazer essa crítica?
5 – Elabore uma apreciação crítica sobre o texto, refutando ou concordando com o mesmo.
6 – Segundo o autor, dentro do tema enfocado, qual a questão central ?
7 – A luz do texto; Que compromisso precisamos assumir no ambiente em que vivemos ou atuamos para mudar esta realidade?

Segundos Anos - Noturno - atividades de recuperação paralela


E.E.E.M Professora Deuzuíta
Disciplina: Filosofia
Professor: Sérgio Ricardo
a) Leia  o texto todo e procure entendê-lo antes de responder qualquer pergunta.
 c) Se alguma frase ou idéia não ficou clara, releia  o texto.
 d) Só então procure responder ou refletir em cima do texto.
Há sempre alguma loucura no amor.
Mas há sempre um pouco de razão na loucura.
Friedrich Nietzsche
OS QUE FAZEM A DIFERENÇA!

Conta-se que após um feriado prolongado, o professor entrou na sala da Universidade para dar sua aula, mas os alunos estavam ansiosos para contar as novidades aos colegas e a excitação era geral. Depois de tentar,educadamente, por várias vezes, conseguir a atenção dos alunos para a aula, o professor perdeu a paciência e disse: “Prestem atenção porque eu vou falar isso uma única vez”. Um silêncio carregado de culpa se instalou na sala e o professor continuou.”Desde que comecei a lecionar, e isso já faz muitos anos, descobri que nós professores trabalhamos apenas 5% dos alunos de uma turma. Em todos esses anos observei que, de cada cem alunos apenas cinco fazem realmente alguma diferença no futuro. Apenas cinco se tornam profissionais brilhantes e contribuem de forma significativa para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Os outros 95% servem apenas para fazer volume; são medíocres e passam pela vida sem deixar nada de útil.
O interessante é que esta porcentagem vale para todo o mundo. Se vocês prestarem atenção notarão que, de cem professores, apenas cinco são aqueles que fazem a diferença. De cem garçons, apenas cinco são excelentes; de cem motoristas de táxi, apenas cinco são verdadeiros profissionais; de 100 conhecidos, quando muito, 5 são verdadeiros amigos, fraternos e de absoluta confiança. E podemos generalizar ainda mais: de cem pessoas, apenas cinco são verdadeiramente especiais.
É uma pena não termos como separar estes 5% do resto, pois se isso fosse possível eu deixaria apenas os alunos especiais nesta sala e colocaria os demais para fora. Assim, então, teria o silêncio necessário para dar uma boa aula e dormiria tranqüilo, sabendo ter investido nos melhores. Mas,infelizmente não há como saber quais de vocês são estes alunos. Só o tempo é capaz de mostrar isso. Portanto, terei de me conformar e tentar dar uma aula para os alunos especiais, apesar da confusão que estará sendo feita pelo resto.
Claro que cada um de vocês sempre pode escolher a qual grupo pertencerá. Obrigado pela atenção e vamos à aula de hoje”. O silêncio se instalou na sala e o nível de atenção foi total. Afinal, nenhum dos alunos desejava fazer parte do “resto”, e sim, do grupo daqueles que realmente fazem a diferença. Mas, como bem lembrou o sábio professor, só o tempo dirá a que grupo cada um pertencerá. Só a atuação diária de cada pessoa a classificará, de fato, num ou noutro grupo.
Pense nisso! Se você deseja pertencer ao grupo dos que realmente fazem a diferença, procure ser especial em tudo o que faz. Desde um simples bilhete que escreve, às coisas mais importantes, faça com excelência. Seja fazendo uma faxina, atendendo um cliente, cuidando de uma criança ou de um idoso, limpando um jardim ou fazendo uma cirurgia, seja especial. Para ser alguém que faz a diferença, não importa o que você faz, mas como faz. Ou você faz tudo da melhor forma possível, ou fará parte do “resto”.
Pense nisso e seja alguém que faz a diferença… Alguém que com sua ação torna a vida das pessoas melhores.
Vamos Filosofar???
1 – Em sua opinião, lendo esse texto, o que corresponde a verdade dos fatos apresentados? Justifique.
2 – O texto fala dos fazem a diferença. Localize uma passagem que justifique essa verdade ou mentira e explique-a a luz da sua realidade social.
3 - Você concorda com os argumentos expostos no presente texto? Justifique sua resposta.
4 - O que o texto critica? E qual a principal razão que o texto se vale para fazer essa crítica?
5 – Elabore uma apreciação crítica sobre o texto, refutando ou concordando com o mesmo.
6 – Segundo o autor, dentro do tema enfocado, qual a questão central ?

Filosofar é Pensar e repensar a Realidade, em vista da sua transformação! Vamos repensar o tema a seguir?

7 – A luz do texto; Que compromisso precisamos assumir no ambiente em que vivemos ou atuamos para mudar esta realidade?


Primeiros Anos - atividade 001 - 2013


E.E.E.M Professora Deuzuíta

Filosofar é Pensar a Realidade, em vista da sua transformação!

 
Disciplina: Filosofia
Professor: Sérgio Ricardo

a) Leia  o texto todo e procure entendê-lo antes de responder qualquer pergunta.
 c) Se alguma frase ou idéia não ficou clara, releia  o texto.
 d) Só então procure responder ou refletir em cima do texto.

A FÁBULA DA ÁGUIA E DA GALINHA
              Esta é uma história que vem de um pequeno país da África Ocidental, Gana, narrada por um educador popular, James Aggrey, nos inícios deste século, quando se davam os embates pela descolonização. Oxalá nos faça pensar sempre a respeito.
"Era uma vez um camponês que foi à floresta vizinha apanhar um pássaro, a fim de mantê-lo cativo em casa. Conseguiu pegar um filhote de águia.
Colocou-o no galinheiro junto às galinhas. Cresceu como uma galinha.
Depois de cinco anos, esse homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista.
Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista:
- Esse pássaro aí não é uma galinha. É uma águia.
- De fato, disse o homem.- É uma águia. Mas eu a criei como galinha. Ela não é mais águia. É uma galinha como as outras.
- Não, retrucou o naturalista.- Ela é e será sempre uma águia. Este coração a fará um dia voar às alturas.
- Não, insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como águia.
Então decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e, desafiando-a, disse:
- Já que você de fato é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, então abra suas asas e voe!
A águia ficou sentada sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas.
 O camponês comentou:
- Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha!
- Não, tornou a insistir o naturalista. - Ela é uma águia. E uma águia sempre será uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã.
No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa.
Sussurrou-lhe:
- Águia, já que você é uma águia, abra suas asas e voe!
Mas, quando a águia viu lá embaixo as galinhas ciscando o chão, pulou e foi parar junto delas.
O camponês sorriu e voltou a carga:
- Eu havia lhe dito, ela virou galinha!
- Não, respondeu firmemente o naturalista. - Ela é águia e possui sempre um coração de águia. Vamos experimentar ainda uma última vez. Amanhã a farei voar.
No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram a  águia, levaram-na para o alto de uma montanha. O sol estava nascendo e dourava os picos das montanhas.
O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe:
- Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, abra suas asas e voe!
A águia olhou ao redor. Tremia, como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então, o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, de sorte que seus olhos pudessem se encher de claridade e ganhar as dimensões do vasto horizonte.
Foi quando ela abriu suas potentes asas.
Ergueu-se, soberana, sobre si mesma. E começou a voar, a voar para o alto e voar cada vez mais para o alto.
Voou. E nunca mais retornou."
Existem pessoas que nos fazem pensar como galinhas. E ainda até pensamos
que somos efetivamente galinhas. Porém é preciso ser águia. Abrir as asas e voar. Voar como as águias. E jamais se contentar com os grãos que jogam aos pés para ciscar.”  
Vamos Filosofar???
1 – Em sua opinião, lendo esse texto, o que corresponde a verdade dos fatos apresentados? Justifique.
2 – O texto fala da superação que está na raiz da codição humana. Localize uma passagem que justifique essa verdade ou mentira e explique-a a luz da sua realidade social.
3 - Você concorda com os argumentos expostos no presente texto? Justifique sua resposta.
4 - O que o texto critica? E qual a principal razão que o texto se vale para fazer essa crítica?
5 – Elabore uma apreciação crítica sobre o texto, refutando ou concordando com o mesmo.
6 – Segundo o autor, dentro do tema enfocado, qual a questão central ?
7 – A luz do texto; Que compromisso precisamos assumir no ambiente em que vivemos ou atuamos para mudar esta realidade?